terça-feira, 12 de agosto de 2008

memória falha


Criei tantos poemas sem caneta e papel
Fui guardando em minha mente
Os versos fervorosos, os poemas complexos,
O tempo a passar no ponto de ônibus.

Mais tarde tomando banho criei canções,
Compus músicas e sonetos.
Eram tão perfeitos,
Poderiam salvar vidas ou até mesmo tirá-las.

Mais tarde tentado recordar
O que guardava em minha cabeça,
Lembrava-me vagarosamente
Que sempre me esquecerá

Abner Targino Francini

domingo, 10 de agosto de 2008

Dia dos pais



Pai eu já completei 25 anos, prováveis 33% da minha vida,
Engraçado, não sou rico, e nem te tornei rico,
Não me formei em nada, ou sou algo importante,
Nem inventei uma bomba nova para destruir os EUA,
Ou então descobri a cura do câncer ou da AIDS,
Muito menos sou um revolucionário não é,
Musico artista, jogador nada disso,
Sei que também esta difícil te dar um neto,
Sou o seu filho mais velho, que carrega teu primeiro e ultimo nome,
Mas estou me tornando um homem honrado,
E agradeço tudo ao senhor meu pai,
Porque hoje começo a tomar pauladas da vida,
E começo a imaginar o quanto é difícil,
Criar um filho como o senhor me criou,
Nunca me faltou nada, nada,
O que melhor carrego comigo são os valores morais,
Que aprendi contigo, meus heróis e fantasmas,
Hoje fico feliz em poder ir ao cinema ao teu lado,
Em poder te dar um ALL STAR e vê-lo na moda,
Hoje fico feliz em dizer que sou a tua sombra,
Que em mim corre o teu sangue,
Sou feliz em ter-lo como,
O MEU PAI.

Feliz dia dos pais.

Beto Uchôa

Neste quarto que não sonha, produzo um sonho

Não quero dormir na hora de quem acorda
Não quero levantar quando todos vão embora
Mas meu querer de nada vale
Se os homens retiram-me a vida

Esse quarto vazio não tem mais o cheiro das flores
Nem as vozes quebrando o silencio
Só me restam os latidos,
Pois os platônicos já se foram

Esse quarto vazio, nunca mais sorriu
Nem mesmo quando a bíblia foi aberta
A culpa não foi dos falsos profetas
Mas daqueles que acreditaram em suas palavras

Neste quarto que não sonha, produzo um sonho,
Nele estou rodeado de livros, ouvindo Raulzito
Visto-me de palhaço, corto-me com cacos de vidro
Tomo um belo copo de vinho e choro pela mulher amada

Abner Targino Francini

quinta-feira, 7 de agosto de 2008

Onde estejas




Suba escadas, por entre torres de igrejas,
Se esconda na mais profunda caverna morta,
Nossos olhares já se cruzarão, não há como sumir,
Agora meu amor ira te consumir onde estejas,

Nas mais tristes noites mortas onde o silencio fala,
Até mesmo ao lado do inconfortável dia de calor,
Decante hinos, rasgue minha alma,
Toque os sinos e aguarde a resposta que estava morta,

Esqueça velhas regras, sincronize suas vontades,
Corra sobre campos, sinta a liberdade,
Consuma do meu sangue e veja o sabor do amor,
Deste coração que agora bate acelerado por ti,

Saboreai o meu mais puro sentimento,
O que nunca senti, ele é todo seu,
Já que despertasse em mim o amor,
Tudo o que sinto por você meu amor.

Beto Uchôa

segunda-feira, 4 de agosto de 2008

Meias

São meias, que lava todo dia a empregada,
São meias, meias verdades que me consolam,
Em meio o mundo a fora, o mundo que me esfola,
E a noite passa, minhas meias,
No varal estendidas, são meias,
Meia vontade de viver, meia vontade de ser,
Meias verdades presidenciais,
Meias verdades tão banais,
Nem sei o que fazer, são meias, meias,
Mas é meio, meio dia meia noite,
Meio amor que tu consomes,
Meio amor que me forneces,
To meio confuso, a meia noite,
Meia lua, és meia,
É a metade da lua, metade das respostas,
Respostas tão ocultas, tão opostas, és meia,
E a empregada usada todo dia,
Meio salário em sua carteira, é meia,
A meia lua, noite e meia,
Meia nave alienígena, no meu céu,
Meias respostas militares, meio que abafando o caso,
Noite e meia volta e meia venho me aborrecer,
Tenho minhas meias, ainda falta,
Meias respostas que quero saber !!!
Beto Uchôa