sexta-feira, 24 de outubro de 2008

Diante




Diante da vida que corri,
Em sentidos opostos,
Corro de meus fantasmas,
Que correm atrás de mim,

Diante do mundo que roda,
Em torno de si mesmo,
Rodo o mundo atrás de respostas,
As mesmas que estão em mim mesmo,

Diante do planeta que se destrói,
Em velocidade desenfreada,
Destruo a mim mesmo com as drogas,
Que encontro em minha estrada,

Diante da humanidade desumana,
Em evolução a métodos de matança,
Me esquivo da morte e dos homens,
Matando meu coração á cada dia.

Beto Uchôa

segunda-feira, 13 de outubro de 2008




Não se descreve o inexplicável,
Não se explica o que é viver,
Não há como se esquivar amor,
Não,

Não há como te descrever,
Não há nada comparado a você,
Não há como não amar você,
Não,

Não há como te esquecer,
Não há como ficar longe de você,
Não há nada perfeito sem você,
Sim,

Eu te amo.

quarta-feira, 8 de outubro de 2008

Dois anos de chuva, que venha o SOL


Pensava que a ferrugem tinha-me tomado conta
Que minhas engrenagens não funcionariam mais
O coração que não pulsava
A saudade que não despertava
A dor que não doía
O dormir sem sonhar
O mesmo pão seco sem manteiga

Grande mal que o vazio traz
Roubando eu de eu mesmo
Apagando-me
Transformando-me em estranho
Em um corpo vário
Oco por dentro

Não dava para acreditar no destino
Destino que tantas peças me pregou
Destino que de uma hora pra outra me surpreendeu
Trazendo você
Inexplicavelmente perfeita
Inexplicavelmente inexplicável

Estranho é sentir saudade
Saudade de quem nunca vi
Saudade de quem nunca abracei
Saudade de quem nunca ouvi a voz

É bom saber que ainda sinto
Que posso sentir

Tudo isso graças a Você

Obrigado
Abner Targino Francini

sexta-feira, 3 de outubro de 2008

2 anos sem escrever

Parar aqui
Pesar
uma,
duas,
três...


vinte vezes


O medo de sentir (ou de não sentir)
De acordar cheio de sonhos (ou de não ter sonhos)
De olhar nos olhos e só enxergar a alma (ou só ver a matéria)
Mas tudo se foi (sim, se foi, se foi pra valer)

Restaram fragmentos espalhados
Uma parte em Minas Gerais
Outra dentro de mim mesmo
Grande pesadelo sem fim

(que era pra ser história encantada)

Parar aqui
Pesar
uma,
duas,
três...


vinte vezes





trinta vezes


me dar conta
que morri
já faz alguns anos
que nem escrever

MAIS um simples POEMA

CONSIGO

.....................

Anita te amo

Abner Targino Francini

quarta-feira, 1 de outubro de 2008

Violino


Da ceda dos olhos,
Em tuas mãos alem da visão,
Onde ao tocar o violino,
Embala meus sonhos mais remotos,
Na delicadeza em cada nota,
Cada acorde jogado ao ar,
Afaga meu coração,
Ainda na sutileza em teus gestos,
Posso alcançar um sonho deserto,
Ainda que impossível para mim,
Tocar o mesmo, ou imitar o teu som,
Vamos quero mais uma musica,
Mais um pouco do seu belo som,
Continue a me fazer sonhar,
Ao som do violino...
Beto Uchôa